Trinta e três anos discutindo casos. Trinta e três anos vendo a mesma lacuna se repetir: o sistema de justiça sabe a norma, mas tropeça no caso.
Antonio Joaquim Schellenberger Fernandes, Procurador de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, não criou a UNMANI para oferecer respostas prontas. Criou para ensinar a construí-las — em grupo, a partir do caso concreto.
A prática começou em 1993, na formação dos primeiros quadros do Código de Defesa do Consumidor. Em 1998, veio o encontro com o Fallbesprechung alemão, que significa literalmente “discussão de caso”. Depois, o FIRAC do Common Law. Entre 2006 e 2008, uma pesquisa pioneira sobre judicialização da saúde no TJMG, onze anos antes do marco nacional. Hoje, a inteligência artificial — interrogada, nunca obedecida.
A UNMANI é uma especialidade do Método de Casos para os direitos coletivos. Parte do fato, sobe ao princípio e volta ao caso com o olhar trocado. Em saúde e meio ambiente, isso pesa ainda mais: nenhum caso é apenas o caso; toda decisão distribui recursos de um sistema que pertence a todos.


















